Acervo - Zumvi
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Acervo

ACERVO ZUMVI

Memória viva da cultura afro-baiana em mais de 50.000 imagens

Há mais de três décadas, o Zumvi Arquivo Fotográfico constrói, por meio da fotografia, um testemunho visual potente das lutas, expressões e vivências do povo negro.
São mais de 50 mil negativos que atravessam o tempo, registrando o movimento negro baiano, o cotidiano, as festas populares, a religiosidade e a força da cultura afrodescendente em diferentes contextos.

Guardado por anos, com zelo na casa do fotógrafo Lázaro Roberto, no bairro da Fazenda Grande do Retiro, em Salvador, o acervo passa atualmente por um processo contínuo de higienização, catalogação, digitalização e acondicionamento adequado, garantindo que essa herança siga acessível e viva para as próximas gerações.

O Zumvi permanece de portas abertas para acolher novas doações e fortalecer essa rede coletiva de memória.

Parte do acervo está disponível para consulta. Caso haja interesse em aquisição ou cessão de imagens, as mesmas podem ser solicitadas diretamente na plataforma digital do Acervo, AQUI.

As nossas principais temáticas

O Zumvi pulsa com a força da memória viva do povo negro.

Cada fotografia é um gesto de resistência, um grito ancestral, um olhar que carrega histórias silenciadas por séculos.

É nesse chão de ancestralidade, arte e insurgência que nossas temáticas se firmam — não como categorias fixas, mas como expressões da alma coletiva de um Brasil negro que cria, luta, celebra e transforma.

Do Afoxé às batalhas do Hip Hop, das festas populares às feiras livres, da capoeira ao reggae, do cesto trançado em Ilha de Maré à pichação urbana que reivindica existência — o acervo do Zumvi acolhe corpos, rostos e territórios.
São imagens que caminham pelo Subúrbio Ferroviário, pelos quilombos, pelas ruas dos blocos afros, pelos espaços onde o povo negro constrói arte, identidade e comunidade.

As temáticas que estruturam o acervo revelam o cotidiano e as lutas por moradia, dignidade e liberdade, retratam as mulheres negras, a população LGBTQIAPN+, a juventude periférica e as lideranças sociais que seguem enfrentando o racismo com coragem e criação.

Essas linhas não são apenas eixos de pesquisa — são mapas de pertencimento, rastros de memória e sementes de futuro.

Cada fotografia do Zumvi é um convite a reexistir pela imagem, a olhar o Brasil desde o centro da sua negritude e da sua potência.